Depois da recuperação democrática, em 1983, Videla foi julgado e
condenado. As leis de anistia promulgadas por Alfonsín e Menem, porém, o
liberaram. Em 2010, voltou a ser julgado e condenado à prisão perpétua.
Nos últimos anos, vinha enfrentando julgamentos específicos, sobre
roubo de bebês, desaparições, crimes contra civis.
Sua última aparição pública foi durante uma das audiências do julgamento do Plano Condor, na última terça-feira, quando não quis dar declarações.
Cecilia Pando, que é amiga da família, disse à radio Once Diez que o ex-ditador morreu dormindo e que não quis jantar na noite de quinta (16) "porque se sentia mal". Ainda não se sabem as causas da morte.
Videla é a figura mais emblemática da ditadura argentina, por ter comandando um dos aparatos de repressão militar mais cruéis da América Latina. Nos últimos anos, transformou-se num símbolo da retomada dos julgamentos de crimes de lesa humanidade promovidos pelos governos Néstor e Cristina Kirchner. Derrubando as leis de anistia que favoreciam o general, o casal promoveu mais de 700 julgamentos, sendo a condenação de Videla a mais importante.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/05/1280211-morre-aos-88-anos-o-ex-ditador-argentino-jorge-rafael-videla.shtml
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